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riscos_e_rabiscos

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Deprimida.

Cá em casa sabem mesmo como acabar comigo num estalar de dedos. Eu bem me esforço para fugir à depressão, para relevar as coisas mas há dias em que não dá. Não consigo. E hoje está a ser um deles.

 

Depois de almoço começou o meu inferno: o cão ladrava porque o estúpido (apetecia-me mesmo era dizer uma asneira) de um miúdo pôs-se a provocar o cão aqui debaixo da janela. Para ajudar à festa, começaram os implicanços e respectivas gritarias aqui do clã. Eu aguentei, juro que aguentei. Fiquei com uma enxaqueca brutal mas aguentei.

 

Envolvi-me nas minhas costuras mas acabei por desistir. Depois de uma pequena pausa disto tudo, regressa o clã todo a casa e aí começaram as acusações do costume contra a minha pessoa.

Lavada em lágrimas, arrumei toda as coisas. Não protestei nem disse nada, apenas que já não ia fazer nada porque já estava enervada. Caiu o Carmo e a Trindade!!!! Já é habitual, eu nunca posso dizer nada porque ficam todos ofendidos com o que eu digo. Já me habituei a estar calada mas às vezes esqueço-me e digo qualquer coisa.

 

Fiquei completamente arrasada e desmotivada e com as minhas mil interrogações do costume a passarem-me pela cabeça, enquanto as lágrimas caiam na almofada. Depois sou arrebatada com aquele vazio, aquela falta de forças e o nó na garganta. Os nervos abrem-me o apetite (mais uma maldição1) e só me apetece engolir tudo o que me aparece à frente

 

E é nestas alturas que sou fortemente consciencializada do mal que a crise me está a fazer, da minha real incapacidade financeira que me faz depender de outros pois não sou capaz de susbsistir com aquilo que ganho, com o balde de água fria que é ir à luta, tentar fazer coisas para combater esta situação e não conseguir.

 

E é isto tudo que me aniquila, que me deprime profundamente. E as lágrimas soltam-se e lavam-me o rosto como se fossem uma cascata...

Ano Vai, Ano Vem.

Reflecting About Life in a Tree

 

Mais um ano entrou mas eu tenho a sensação de ter ficado lá atrás, com o ano velho.

Foi um ano especialmente duro, tendo findado no pior Natal e Fim de Ano de que alguma vez me lembro na minha vida.

Digamos que os últimos quinze dias do ano foram como um teste de capacidade de resistência nerval e cardíaca.

 

Gostava que as coisas más tivessem ficado lá atrás, trancadas a sete chaves no Ano Velho. Que houvesse uma espécie de portal por onde só passasse aquilo a que nós déssemos permissão.

 

Como se não bastassem estes problemas todos a mordiscarem-me quase de minuto a minuto – para eu me lembrar de não me esquecer deles – ainda tive a diabíssima mana “boss” do convento à perna por causa de burocracia que ELA deixou pendurada. Lá andei eu feita maluca a tratar de tudo às pressas. Benditos computadores, internet e emails. Abençoado sejam os inventores destes que me pouparam imenso tempo.

 

Como se tudo isto não bastasse, ainda fui obrigada convidada a fazer uma formação, no colégio, que consiste numa única sessão presencial e mais… SEIS semanas de formação online.

Por acaso até nem tenho mais nada para fazer. Mas é só mesmo por acaso. E até me deu jeito para eu ter mais uma catadupa de coisas para fazer e me esquecer que existe vida para além do trabalho. Penso eu, mas já nem tenho a certeza. Esclareçam-me.

 

Resumindo, comecei o ano sem qualquer réstia de ânimo, esperança ou coragem. Sinto-me meio “depré” e com vontade de me refugiar num buraquinho qualquer.

 

 

Assunto Sério.

 

De há uns tempos para cá, tenho recebido uns comentários aos meus posts, de teor desagradável.

 

Jamais os publiquei ou iria publicar. São comentários com uma forte carga negativa, destrutivos e muitíssimo ofensivos.

 

No entanto, têm-me feito dedicar-lhe uns momentos do meu tempo e pensar na pessoa que sente necessidade de os escrever.

Com efeito, se é alguém que me conhece, conhece-me muito mal pois deve julgar que este tipo de comentários me afecta de alguma maneira. Além disso, esta pessoa certamente está a passar por uma depressão, está de mal com a vida e deve estar a precisar de ajuda.

Até vos digo mais: estou disposta a ajudar esta pessoa, a levá-la a ver que há mais na vida do que uma insignificante existência mesquinha.

 

Mas se esta pessoa é alguém que não me conhece, deixo-lhe aqui uma pequena mensagem: não envie mais comentários deste género. Não são necessários, fazem-me perder tempo e, de qualquer das maneiras, não surtem qualquer efeito em mim.

Convido-a, inclusive, a fazer comentários no meu blog mas construtivos, em que possamos aprender algo, crescer como seres humanos, trocar ideias e experiências de vida.

 

É este o propósito do meu blog. Foi por isso e para isto que criei o meu blog e o mantenho com muito orgulho.

 

 

Depressão no Masculino

 

Todos sabemos que as relações humanas não são fáceis. Há que haver tolerância e cedência entre dois seres que se amam. Há que cultivar o amor todos os dias, como se não houvesse amanhã. Mas nada disto é fácil.

 

Nas relações cujo tempo já é longo, tende a cair-se na monotonia. No entanto há que haver investimento das duas partes para modificar isto. O pior é quando só uma das partes investe porque a outra não está bem.

A mulher embeleza-se, cuida de si sempre com o intuito de agradar ao homem. Mas o homem não. Ele não está bem e resiste em admiti-lo. Não partilha os seus problemas que mascara com os mais variados subterfúgios. Estamos à beira da depressão.

 

Já nada interessa. Apetece-lhe estar sozinho, isolar-se da mulher e filhos, dos amigos. Mostra uma tristeza profunda, um desespero perante a vida. Sente que não consegue fazer a família feliz e, por isso, afasta-se.

Como sempre, a mulher luta, batalha, para tentar compreender o homem e ajudá-lo. Mas ele ergue uma barreira intransponível, nem ele consegue entender a sua própria mente. Ele não consegue distanciar-se e perceber que está doente, que precisa de ajuda. Ele não percebe que ao rejeitar ajuda está a dinamitar a sua relação, está a fazer sofrer quem o ama.

 

A confusão mental é de tal ordem que se sente ansioso com tudo e com todos, quer tudo e nada, revela uma apatia e um cansaço estranhamente anormal acompanhado de grandes insónias. As relações sexuais entre o casal são grandemente afectadas. Ela tem vontade de partilhar um momento de amor e prazer com o seu parceiro mas ele mostra-se indiferente, desinteressado e não consegue consumar o acto. Mas um problema para a sua cabeça pois, perante a mentalidade masculina, a falha da consumação do acto é sinónimo de fraqueza da sua masculinidade.

 

Quando falamos em depressão, referimo-nos, quase sempre, ao universo feminino. Os homens não têm depressões, apenas se encontram cansados, diz o preconceito masculino.

É muito triste assistir-se à degradação de uma relação pelo facto do elemento masculino precisar de ajuda e não a aceitar…